segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Novas Distribuições Linux

Diariamente eu leio noticias sobre novas distribuições, brasileiras ou internacionais.

Até que ponto isso é realmente necessário? Não seria melhor tentar focar em uma das excelentes distribuições que existem hoje em dia ou então tentar ajudar a manutenção de pacotes ou mesmo traduzir documentação?

Acho que produzir uma distribuição é um bom aprendizado, porém produzir algo que sera dificil de manter e atualizar pode ser bem penoso.

9 comentários:

Victor Bogado disse...

A verdade é que não é necessário, pode até ser um processo "legal" pelo aprendizado e pode até ser que o criador acredite realmente que está criando algo realmente util para a humanidade.

A verdade porém é que 99% destas distros, e sim eu acabei de inventar este numero, terão a sorte de não ter mais que um ou dois usuários. Pois fazer uma distribuição que sobreviva ter milhares, ou até mesmo milhões de usuários é dificil e acaba por forçar o distribuidor a fazer decisões arbritárias que provavelmente irão trazer a ira de uma boa porcentagem destes usuários dos quais quem sabe um ou dois não resolvem se juntar e criar a sua própria distro e...

Kroiner disse...

Fiz um post uns dias atrás em meu blog tratando exatamente este assunto. Na minha opinião está meio exagerado o número de novas distros. A partir disso estou mandando um e-mail para cada nova distribuição que aparece perguntando os diferenciais entre esta distribuição e as distribuições efetivadas na comunidade. O e-mail, obviamente, é educado e mostra interesse pelos projetos, apenas questionando-os. Já mandei para 4 distros que apareceram novas versões entre esta e a semana passada e até agora nenhum projeto me deu algum retorno. Estou esperando até o final do ano e depois colocarei um parecer dessa pseudo-pesquisa se é que alguma vai me responder.

Tonismar
kroiner.wordpress.com

Rodrigo Kumpera disse...

Boa parte da motivação de novas distros é dar foco em um conjunto específico de pacotes ou configurações.

Agora se as pessoas soubessem como é fácil resolver esse problema.

Para construir pacotes trivialmente basta usar o build service do OpenSuse, que permite empacotar para os principais formatos e distros.

http://build.opensuse.org/

Uma vez com os pacotes em mãos, juntar todos eles em uma distro com Suse Studio é razoavelmente simples.

http://studio.suse.com/

Criar distros inteiras é um esforço descomunal, custa, no mínimo, uma dúzia de engenheiros em tempo integral só para juntar os pedaços e, no final, entregar algo que não é melhor que as principais existentes.

Guilherme Chapiewski disse...

Outro dia mesmo falei no Twitter: as pessoas adoram re-inventar a roda.

Re-inventar a roda é pura perda de tempo, a não ser que se tenha uma necessidade extremamente específica (o que normalmente não é o caso).

[ ]s, gc

JOSIAS RAMOS disse...

É verdade, deveríamos pensar em fortalecer boas distros, desenvolvendo o Linux para desktops. Um amigo me disse que não ia mais usar o Linux que eu dei para ele pois não conseguiu usar algumas ferramentas que só tem no Windows. Temos que admitir que o Windows ainda domina os desktops por causa dos aplicativos e sua interface gráfica bem mais amigável, para programadores e entendidos não é nada de mais trabalhar com o Linux, eu amo, mais para usuários finais, pessoas que querem apenas um PC para se divertir, entrar no MSN, criar textos no Word, entre outras coisas, vão ter dificuldades em interagir com o Linux.
Ainda há programadores que, por ter aprendido algo, pensam que já nasceram sabendo, e não ajudam novos usuários, que às vezes são mal-tratados e decepcionam ainda mais com o Linux.
Espero que posssamos nos juntar para criar e desenvolver aplicativos para desktops, ou o Linux vai ficar sendo conhecido como o sistema operacional para servidores, com usuários programadores e administradores.

Tiago Peczenyj disse...

Josias, eu acho que vai alem.

Existe um grupo de interfaces gráficas que tentam copiar ou imitar o windows. Ao meu ver é interessante para ajudar na transição de usuarios de uma plataforma para a outra, da mesma forma que o cygwin me ajuda a usar o XP sem dar ls no prompt de comando.

Porém outras interfaces seguem outras ideias, e essa é uma riqueza sensacional do mundo linux/bsd, open source em geral. Interfaces como o fluxbox, window maker, enlightenment, cada uma com um propósito diferente. Temos muitos problemas ainda pela frente e precisamos de alguns focos no mundo open-source. Um deles é a divulgação que, com tantos blogs, planets, listas e foruns acho que estamos no caminho certo, porém ainda existem iniciativas isoladas para transmitir conhecimento como as palestras do Tchelinux, as install fests, etc.

Uma hora chegaremos lá!

JOSIAS RAMOS disse...

Concordo com você Tiago, acho que fui muito duro. Eu mesmo demorei um pouco para aderir ao linux, e olha que era na época bem mais difícil. Agora eu não deixo-o de jeito nenhum.
A divulgação está muito boa, mas para o usuários leigos mesmo, que apenas usam o PC para coisas triviais, esses é que tem que serem tratados com carinho por nós da comunidade GNU/Linux, e não esculaxados em fóruns como eu mesmo já presenciei.
Mas nada muda o fato de que poucas distros poderosas seriam bem melhores, tanto para a divulgação quanto para o desenvolvimento do que várias distros que quase ninguem usa.

Tiago Peczenyj disse...

Um experimento interessante é vc instalar o ubuntu ou outra distribuição dizendo que é uma nova versão do windows e deixar o pessoal utilizar por umas horas. Vão dizer que "agora ficou bom", "é bem rapido", etc :)

Vitor Pellegrino disse...

@pacman

Aqui em casa funcionou. Quando chegou o novo micro aqui em casa, eu instalei o ubuntu e falei para a minha mãe (ultra-leiga, diga-se por sinal) que era a versão nova do Windows.

Ela está usando o Ubuntu a alguns meses e está se virando super bem :)